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Um bilhete de Joaquim Ferreira dos Santos
e a obra-prima pornográfica de Manuel Bandeira
celso,
essa poesia me foi dada séculos atrás como sendo do
manuel bandeira pelo zuenir. falei com ele no mês passado
e ele, como lhe é típico, não se lembrava mais
de nada. zuenir acha que é possível. andou frequentando
(aí tem) o apartamento do bardo no castelo quando ele lhe
era professor, etc. o poema, da mais puta sacanagem, tem todo o
estilo refinado do mestre. vê se não cabe no teu site.
abraços.
ps. o almoço foi ótimo. madame natasha diz que eu
tô com encosto e que isso, se não tirar logo (custa
200 pratas) vai me causar fraqueza sexual breve, "se é
que você já não está sentindo".

A cópula
Manuel Bandeira
Depois de lhe beijar meticulosamente
o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
o moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
culhões e membro, um membro enorme e tungescente.
Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinente,
Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente
Que vai morrer: - "Eu morro! Ai, não
queres que eu morra?!"
Grita para o rapaz que aceso como um diabo,
arde em cio e tesão na amorosa gangorra
E titilando-a nos mamilos e no rabo
(que depois irá ter sua ração de porra),
lhe enfia cona a dentro o mangalho até o cabo.
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