
Homenagem em 2003.
O discurso de Armando
Strozenberg.
Senhores Homenageados
Caríssimos colegas desta profissão tão fascinante
Senhoras e Senhores
Vivemos momentos especiais em nosso país neste reencontro com
as perspectivas que pareciam ameaçadas, ou, para os mais pessimistas,
definitivamente perdidas. O que havia despertado a autoconfiança
- a criação de uma moeda forte, especialmente - esvaía-se
a cada dia com a ciranda das profecias do caos que parecia ser o nosso
destino. Com a economia deteriorando-se, era quase inevitável
o reingresso no passado, no tempo em que a inflação determinava
a nossa história pessoal e impunha-se como mecanismo de destruição
da nacionalidade.
Há alguns meses - há menos de 1
ano - pouco ou nada restava de esperança até mesmo entre
nós da propaganda, cuja ideologia tem base na crença do
ser possível mudar as coisas, convencendo os homens, tornando-os
cidadãos porque consumidores responsáveis de bens, serviços
- e valores.
Faltava-nos até, naquilo que se anunciava como a véspera
do trágico, o ânimo de responder com criatividade, mostrando
saídas e buscando respostas para um enigma que parecia devorador.
Não estamos em fase de prosperidade. Apenas
afastamos os agouros. Há crise, e precisamos entendê-la,
porque atinge o que temos de mais importante em termos de cultura.
A começar por aquela que, generalizadamente,
pesa sobre os veículos de comunicação, cujas modernas
estruturas e ousadas iniciativas de criatividade, não conseguiram
impedir a fragilização determinada por uma economia dependente
de agentes muitas vezes anônimos e voláteis demais.
Já se disse, e digo-o com a dor de quem
vê a cada instante um novo gesto de violência neste estado,
que a insanidade aqui no Rio deve ser sinônimo de luto no Brasil.
Ou, parodiando um anúncio criado pela minha
agência nos anos 80, não hesitaria em afirmar hoje que
quando o Rio sofre, o Brasil deveria gritar. Não dá para
separar o Rio de São Paulo. Nem São Paulo do Brasil. Nem
o Brasil do Brasil.
Seria só uma questão de crescimento
com melhor distribuição de riquezas? Nossa economia cresce
pouco, muito pouco, diante do acumulado de misérias, especialmente
no que se perdeu em vagas no mercado de trabalho, o primeiro alimentador
dos desencontros sociais que desaguam na violência. Lembro, porém,
que em 2002 o PIB do Rio cresceu 5,1%, bem mais que os 1,5% da economia
nacional. E até 2005 a FIRJAN prevê quase 33 bilhões
de dólares em investimentos novos no Estado do Rio.
Como se percebe, não dá para ser
simplista nesta matéria.
A violência de agora, esta violência
despropositada em ousadia, tem outros alimentadores, como o endeusamento
dos mitos - e muitos, infelizmente, nós, da área de comunicação,
ajudamos a construir. Disse Rubens César Fernandes, lúcido
estudioso do nosso drama, que a violência, praticada por gente
que vive em média até os vinte e poucos anos, é
mais que um business. É um exercício de poder que violenta
a liberdade do homem, especialmente do mais simples, nesta divisão
de território urbano pelo grito e pelas armas que alimentam um
negócio internacional macabro.
Há projetos, bons e discutíveis,
ousados e tímidos. Projetos com paternidade e de geração
espontânea, fruto da necessidade do momento. Gosto especialmente
de saber que o Presidente da República, fiador da esperança
desta maioria formidável que lhe delegou o mandato, não
se importa com a autoria de projetos, deseja as reformas, porque sem
elas - discutidas à exaustão - as portas do futuro estarão
fechadas.
Nós da publicidade, temos um compromisso
duplo com o que está sendo proposto ao país. Somos a ponta
que pode ajudar a convencer, levando a mensagem ética e correta,
para que, com independência e patriotismo - sim, patriotismo,
palavra que precisa ser resgatada dos dicionários - cada um possa,
sobrepondo-se ao interesse pessoal e egoístico, manifestar-se
sobre o que está sendo proposto.
Queremos ser livres, mesmo que a liberdade custe
conviver com o mau humor, a teimosia e as peraltices do radicalismo.
Queremos desenvolvimento que represente muito
mais do que fomos capazes de fazer até hoje contra esta banalização
do cotidiano a que fomos lançados.
A ABP, que há 34 anos tem a sensibilidade
de destacar apenas 2 pessoas e 3 empresas para receber o Prêmio
Comunicação, este ano escolheu um mágico publicitário
plantador de votos, como Personalidade do Ano; um semeador pioneiro
de coisas brasileiras em muitos cantos do mundo, na Homenagem Especial;
uma empresa de comunicação publicitária que une
competência, cordialidade e criatividade, como Agência do
Ano; uma ousada experiência de formatação em matéria
de jornalismo permanente, como Veículo do Ano; e uma consistente
e revigorada história de comunicação de um conglomerado
brasileiro, como Anunciante do Ano.
Estes homenageados têm em comum trajetórias
densas que, é claro, não se limitam ao que realizaram
em 2002. Pois cada um deles estabeleceu com os cidadãos-consumidores
singularidades marcantes que, com muito orgulho, a Associação
Brasileira de Propaganda faz questão agora de dividir com todos
vocês que, de forma tão representativa, aqui vieram prestigiá-los.
H. Stern
Quando o nome de H. Stern foi posto como candidato
à Homenagem Especial do Prêmio Comunicação
2002 à Diretoria e aos Conselhos da ABP, a reação
foi uníssona.
- Armando, a tradição sempre indicou
que a Homenagem Especial só deveria ser feita a pessoas físicas.
- Mas o homenageado é Hans Stern, respondi.
- Quer dizer que o H. Stern existe?
A ficha caiu para todos. E o voto foi unânime.
De fato, Hans Stern, ou H. Stern, é antes
de tudo um nome que pela discrição pessoal nunca frequentou
ou frequenta as páginas que tornam as pessoas famosas. Ao contrário,
como brasileiro, como tantos outros imigrantes formados no trabalho,
conseguiu, como raríssimos conseguiram, espalhar com a arte na
qual se criou, uma imagem brasileira de beleza em vários recantos
do mundo, da sofisticada Fifth Avenue a 80 outros endereços internacionais.
Todas com a marca Brasil na vitrine.
Hans Stern nasceu na Alemanha há 81 anos.
Pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, escapou do Holocausto
ao conseguir mudar-se com a família para o Brasil, em 1939.
Quando seu pai, engenheiro eletricista, tornou-se
gerente de uma usina elétrica, no Estado da Paraíba, nordeste
do Brasil, ele preferiu ficar no Rio, onde trabalhava desde os 17 anos
numa empresa exportadora de minerais e pedras preciosas.
Era um trabalho que o fascinava e que lhe permitiu
conhecer o mundo dos minérios e das pedras brutas, bem como as
pessoas que se dedicavam à atividade. A perícia dos garimpeiros
e lapidadores o impressionava muito. Em sua tarefa de compra e venda
de pedras preciosas, fazia viagens freqüentes pelo interior do
Brasil, a cavalo ou jumento, dormindo a céu aberto, rodeado pela
natureza. Havia emoção e aventura, como na ocasião
em que foi surpreendido, à noite, pela cheia de um rio, repleto
de jacarés.
A sua própria companhia nasceu em 1945,
numa pequena sala do centro do Rio de Janeiro. Com capital de apenas
200 dólares, e 23 anos de idade, deu início aos negócios
de compra e venda de pedras.
As iniciativas pioneiras de H. Stern começaram
pela exploração das pedras de cor - em especial água-marinha,
topázio, turmalina e ametista - uma das maiores riquezas brasileiras
e que permaneciam pouco aproveitadas até os anos 50 do século
passado.
Ao perceber que estas pedras podiam competir,
em beleza e valor, com pedras orientais - como o rubi, a safira e a
esmeralda - Hans Stern decidiu dar-lhes o tratamento que lhes cabia:
o de pedras preciosas. Convidou ourives e lapidários especializados,
também vindos da Europa, para ajudá-lo na tarefa de ampliar
a produção brasileira de jóias finas.
Paralelamente, introduziu um sistema de produção
e comercialização de jóias até então
inédito no país, que engloba todas as fases de produção:
da pesquisa nas fontes produtoras - incluindo o financiamento de garimpos
- à lapidação e venda direta ao consumidor final.
O grande salto veio com a encomenda que recebeu
de um presidente de país latino-americano para criar e fabricar
um colar de águas-marinhas, avaliado então em 22 mil dólares.
Conhecido e respeitado, H. Stern partiu para a
conquista de novas frentes. Iniciou uma eficaz e permanente pesquisa
de materiais, trabalhando com gemas das mais diversas origens e todos
os tipos de metais nobres, do ouro à platina. Os desenhos passaram
a valorizar também diamantes, pedras preciosas, pedras foscas
e matérias de origem orgânica, como a pérola, o
coral e o ébano.
Outras iniciativas de H. Stern: a introdução
dos desfiles de jóias no Brasil, a criação de novos
padrões de assistência técnica, o lançamento
do primeiro relógio de pulso elétrico no Brasil, a abertura
da primeira escola de ourives do país, destinada a jovens de
14 a 17 anos e o lançamento de coleções assinadas
por personalidades de renome internacional, como a atriz Catherine Deneuve,
e nacionais como o artista plástico Roberto Moriconi, o arquiteto
Sig Bergamin, a jornalista e estilista Costanza Pascolato, o cantor
e compositor Carlinhos Brown, a artista plástica Ana Bella Geiger
e os designers Humberto e Fernando Campana.
Apaixonado pelo Rio, onde mora e do qual é
Cidadão Honorário desde 1956, é casado com Ruth
há 45 anos, e com quem produziu os seus quatro R's - Roberto,
Ricardo, Ronaldo e Rafael.
A dois deles coube a tarefa de dar continuidade
ao seu projeto.
O que não impede a Hans de, todos os dias,
às 8h30 em ponto, assumir o seu lugar no icônico edifício-sede
de 14 mil metros quadrados que a empresa ocupa em Ipanema. E, vez ou
outra, sentar-se à banca de polimento de jóias para não
perder a habilidade manual.
Seu tempo livre dedica a leituras, natação,
música clássica ou a revisitas às suas coleções
de selos e turmalinas raras - a maior do mundo.
É provavelmente nestes momentos que deve
relembrar, com orgulho, de alguns desses feitos que permitiram à
sua organização manter um estoque médio de 300
mil peças, produzir 20 mil novas mensalmente, dar emprego a 3.400
pessoas, 2.900 no Brasil e 500 no exterior, das quais 600 são
artesãos (ourives, lapidadores e cravadores).
Além de ter criado as condições
para que os seus sucessores lançassem o novo facing da empresa
nos outros 90 endereços da marca no Brasil, que aliás
já é a mais desejada entre as joalherias, segundo recentíssima
pesquisa Vogue/Interscience com consumidores de alta renda.
É, portanto, sem favor nenhum que a ABP
declara este homem, que tanto acreditou e acredita em marketing, propaganda
e no Brasil, o Homenageado Especial do Prêmio Comunicação
2002.
Lew, Lara
Traduzida em dados objetivos, a Agência
do Ano do Prêmio Comunicação 2002 da ABP foi fundada
há 11 anos, atende 22 clientes, é uma das 20 maiores agências
do país, mantém quase 100 profissionais nos seus escritórios
de São Paulo e, mais recentemente, também do Rio.
Só nestes últimos três anos,
ela conquistou 12 novas contas, entre as quais Revlon, Hering, Topper
da Alpargatas, Kia Motors, parte da Tim e da Natura, e Pernambucanas.
Contas que se juntaram às mais antigas como parte do Banco Real,
Governo de Aruba, Hotéis Transamérica, Nokia e Warner
Brothers.
Mas por trás, pela frente, de cima, de
baixo, no epicentro desta agência existem dois profissionais que
muito justamente formam, e fazem, o seu bom nome - Lew, Lara.
Lew é Jacques Lewkowicz, nascido há
59 anos no bairro do Bom Retiro, na época reduto da comunidade
judaica de São Paulo. E é de lá que ele diz ter
trazido para a propaganda brasileira os mesmo traços que inspiraram
Groucho Marx, Woody Allen, Berta Loran, Juca Chaves e tantos outros
herdeiros do antológico humor judaico. Nos seus trinta e muitos
anos de carreira, Jacques não só foi, e é ainda,
ótimo ator de comerciais, como também são de sua
produção criativa alguns dos mais saborosos bordões
da nossa propaganda.
Criada aqui no Rio, quem não se lembra
da campanha dos cigarros Vila Rica, que terminava com o tricampeão
do mundo, Gérson, perguntando: "Gosto de levar vantagem
em tudo, certo?" Mesmo tendo se transformado na Lei de Gérson,
que hoje designa todo tipo de malandragem, a frase é um troféu
que todo criador de publicidade gostaria de carregar. Outro antológico
bordão criado por Jacques foi o do Efeito Orloff ("Eu sou
você amanhã") que alertava o consumidor sobre a importância
de escolher certo a sua bebida e evitar a ressaca do dia seguinte. E
o que dizer desta outra pequena obra prima: "Não é
a Lee que é diferente, as outras é que são iguais".
Nada mais justo, portanto, que Jacques tenha sido
indicado um dos dois jurados brasileiros de Press & Poster no próximo
Festival de Publicidade de Cannes que começa em 15 dias.
Lara, o Luiz Lara, é o seu alter ego perfeito.
29 anos mais novo, alto, organizado, efervescente, workaholic, polido,
trabalhador, enfim, o genro que toda sogra paulistana gostaria de ter
como filho.
Antes da Lew, Lara, sua carreira foi sempre pontuada
pelo Marketing e pelo Turismo. Vice-Presidente da Paulistur, da cidade
de São Paulo, Luiz foi o responsável por projetos de bom
padrão, tais como o Passaporte São Paulo, a criação
de ruas voltadas para temas musicais (Rua do Samba, Rua do Choro, Rua
da Batucada), participações em feiras no exterior e a
produção de eventos populares, como a série Sinfonias
nos Parques.
Como Diretor de Marketing da Embratur, Luiz administrou
projetos especiais, como o Passaporte Brasil, programas turísticos
voltados para a terceira idade e a inclusão da ecologia no vocabulário
do trade turístico nacional.
Na sua gestão, foram desenvolvidas diversas
campanhas publicitárias sobre o Brasil no exterior, em parceria
com companhias aéreas e administradoras de cartões de
crédito.
Hoje, Luiz Lara também empresta seu tempo
à Associação Brasileira de Marketing e Negócios
e ao Capítulo São Paulo da ABAP-Associação
Brasileira de Agências de Publicidade, das quais é presidente
recém-eleito.
Lew e Lara, ou Jacques e Luiz, depois de um início
complexo e difícil, como são os das trajetórias
sólidas, associaram-se à holding Prax e vêm construindo
de forma segura e gradual uma empresa que equilibra postura empresarial,
sensibilidade às demandas de seus clientes e desempenho de muito
bom nível na criação de suas campanhas. Que se
consolidou com grande visibilidade no ano passado.
O título de Agência do Ano do Prêmio
Comunicação 2002, portanto, não poderia estar em
melhores, quatro, mãos.
Bandnews
Até por ser momento de renovação de expectativas,
a ABP decidiu premiar como Veículo não o maior, o mais
importante ou o que tenha a história mais rica. Quer destacar
o futuro, que parece ser o que está ocorrendo nos canais fechados
da televisão em todo o mundo, e especialmente aqui. É
tornar o telespectador senhor de seu tempo.
A BandNews, com apenas dois anos de uma operação
100% voltada para o jornalismo, concebida dentro de um conceito digital,
já conseguiu construir uma identidade bem definida, dentro de
um modelo econômico e de gestão perfeitamente sintonizado
com os pesados tempos que a mídia enfrenta no mundo inteiro.
O nosso Veículo do Ano 2002 conquistou
a fidelidade de cerca de 1 milhão de assinantes que conferem
suas informações minuto a minuto.
Isto por que o seu funcionamento se diferencia
tanto da TV aberta, cujo telespectador persegue a informação
nos horários preestabelecidos, como dos demais canais por assinatura,
que também oferecem blocos de notícias mas intercalados
com programas sem compromisso com as hard news. Na BandNews, o telespectador
tem acesso imediato às últimas notícias, além
de informações contínuas sobre os mercados financeiros,
por exemplo.
Além da distribuição via
cabo e MMDS pelos associados da NEOTV, que inclui as operadoras TVA,
Cambras, MaisTV, Horizon, somadas às mais de 300 operadoras independentes,
a BandNews também chega aos assinantes da DirectTV via DTH.
Recentemente ela foi além: via aluguel
do seu conteúdo ao site BrTurbo, da Brasil Telecom, a BandNews
chega também a cerca de 300 mil terminais de computadores, aqui
e no Exterior. Criando, assim, a figura do telenauta ou do interespectador,
cujo único esforço é maximizar a tela e aumentar
o som quando uma informação exibida lhe interessa.
Dentro do trinômio "diferente, melhor e especial" e
sob a cuidadosa liderança de João Carlos Saad e Roberto
de Oliveira, a BandNews inovou também ao eliminar as fitas de
gravação na medida que todo o conteúdo exibido
pelo canal é armazenado em servidores que são conectados
às ilhas de edição não-linear.
A registrar, com prazer, a qualidade, o charme
e a simpatia de seus 60 profissionais, entre técnicos e jornalistas,
que atuam como personagens multimídia no glass-studio instalado
na sede da Rede Bandeirantes de Televisão, em São Paulo.
Fato que estamos podendo confirmar, ao vivo, com
a presença neste palco da jornalista e apresentadora Letícia
Levy que o Rio (e a minha família) emprestam diariamente aos
telespectadores do Veículo do Ano do Prêmio Comunicação
2002.
Bradesco
Só na semana passada, foram agregadas as
220 agências do Mercantil de São Paulo; nos próximos
60 dias serão as 440 do BBVA Brasil e até o final do ano
as do BCN. Final do processo: 3.450 agências, além das
5.300 que o Banco Postal somará ano que vem. Total: 8.750 pontos
de atendimento.
Contas de poupança: 29,4 milhões
Cartões de crédito: 6,1 milhões
Clientes no Internet Banking: 4,7 milhões
Ativos Totais: R$ 142,7 bilhões
Depósitos: R$ 56,3 bilhões
Máquinas de auto-atendimento: 21.210
Nº de transações por dia: 9,3
milhões
Produtos vendidos anualmente: 60 milhões
Nº de atendimentos telefônicos: 229
milhões/ano
75 mil empregados
Seis vezes Grand Prix de site na votação
popular do iBest.
A maior taxa de expansão de carteira de
crédito desde o início do Plano Real: 470% contra 80%
na média do mercado brasileiro.
O maior administrador de fundos do país,
no segmento de varejo, segundo o ranking Top Asset da revista Investidor
Institucional.
O melhor administrador de fundos de investimento
no Brasil, pela revista Exame.
Melhor banco brasileiro de 2002 e o maior banco
privado da América do Sul, para a publicação Latin
Finance.
Nº 1 do setor financeiro privado brasileiro.
O maior grupo privado do Brasil, segundo Melhores & Maiores da Exame
e Anuário Valor Grandes Grupos.
Contas correntes: 16 milhões. Isto é:
1/3 dos brasileiros que têm conta em banco
Na área social:
Investimentos em educação previstos
para 2003: R$ 128 milhões.
Escolas mantidas pela sua Fundação:
38. A 39ª abre este ano em Boavista, Roraima, completando a presença
em todos os estados do Brasil.
Nº de alunos: 103 mil (estudando gratuitamente)
Eventos promocionais e comunitários em
2002: 561
Como explicar esta magnificência?
"Só o trabalho pode produzir riquezas".
A mensagem-síntese que adotou na construção da
sua sede, a Cidade de Deus, em Osasco, é uma bela pista para
se entender por que e aonde chegou em 60 anos o Bradesco, uma organização
100% brasileira nascida em Marília, Estado de São Paulo,
em 10 de março de 1943.
Sem perder a simplicidade do modelo criado por
Amador Aguiar, um visionário que mudou o nosso sistema bancário,
o Bradesco é líder há 50 anos. (Aqui cabe assinalar
que, das 500 maiores empresas do mundo, apenas 200 permanecem nesta
lista após 30 anos.)
O nosso Anunciante do Ano é um exemplo
precioso de empresa que soube, e sabe, crescer com segurança
e conservadorismo. Como disse em recente entrevista o seu Diretor-Presidente,
no Bradesco "convivem espírito de pioneirismo, de superação
e de trabalho, com valores como camaradagem e cooperação".
E, como bem resumiu o Presidente do seu Conselho, "contar a história
do Bradesco é contar também, em paralelo, uma história
de amor à cidadania".
A tudo isto acrescentamos nós da ABP: o
Bradesco, há muitos e muitos anos, é um dos maiores anunciantes
do país. Sua relação com a indústria da
propaganda prima pela ética e exemplaridade. Seus vínculos
com as cinco agências que o atendem são sólidos,
longevos e de alto nível.
Nos últimos anos, o Bradesco tornou-se
também, sob a visão de marketing de José Carlos
Perri, um dos melhores anunciantes do país. Processo que se iniciou
com a adoção de nova identidade visual e cresce na mesma
medida que aprimora cada uma de suas campanhas.
Eis por que é um privilégio para
a ABP consagrar o Bradesco como o Anunciante do Ano, justamente quando
os seus 60 anos cruzam com o novo brilho da comunicação
de seus produtos e serviços.
Duda Mendonça
A carreira de José Eduardo Cavalcanti de
Mendonça começou muito antes de se transformar no homem
de criação publicitária que fez história
por criar a linguagem que deu valor ao horário de propaganda
gratuita - esta inovação brasileira no direito à
população de ser informada.
A pré-história de Duda começa
na Bahia. Sim, por que Duda antes de ser Duda foi aluno de faculdade
de Administração, corretor de imóveis (muito bem
sucedido, aliás) e cliente de agência. Só em 1975
é que o mercado publicitário do eixo Rio-São Paulo
se vê atraído pelo trabalho de uma agência de Salvador.
Era a DM9, criada e presidida por Duda.
Quem não se lembra, por exemplo, da memorável
campanha "não basta ser pai, tem que participar", feita
para Gelol? Ou das ousadas peças regionais criadas para as lojas
Tio Corrêa, para as Óticas Ernesto e para o Iguatemi de
Salvador.
Que lhe garantiram, além da admiração
dos colegas, vários Leões em Cannes, Clios em Nova Iorque,
além dos mais importantes prêmios nacionais.
Pois é. Mas em 1991, Duda vende a DM9,
com nome e tudo, para outro baiano (seu ex-estagiário, um pouco
mais histriônico mas quase tão porreta quanto). E cria
a Duda Mendonça & Associados, herdeira de seu currículo,
sua experiência e de seus melhores profissionais.
Qual seria o segredo do seu estrondoso sucesso
no Marketing Político? Eu ousaria citar só três:
1) seu respeito à máxima de David Ogilvy: "Comunicação
não é o que você diz; é o que os outros entendem".
2) O horror de Duda ao ditado que diz "que o importante é
competir". E 3) do fato dele ter transplantado e adaptado para
o marketing político experiências bem sucedidas da propaganda.
Mas sabendo separar, muito bem, cada uma dessas linguagens.
Em especial, utilizar no marketing político
aquelas que sempre foram suas armas na propaganda comercial: a emoção
bem dosada, a ousadia pertinente, a conceituação precisa.
Considerado o renovador do marketing político
brasileiro, é o publicitário com maior número de
campanhas eleitorais realizadas no país. São mais de 45,
em apenas 25 anos.
Duda ajudou a eleger de tudo: de presidente a
prefeito, de senador a vereador, de governador a deputado.
Mas a sua primeira vitória de expressão
nacional é conseqüência do trabalho de reconstrução
de imagem e vitória eleitoral de Paulo Maluf em São Paulo.
E o seu maior feito internacional são os contratos com políticos
argentinos, entre os quais Carlos Menem e Eduardo Duhalde, para quem
criou esta pérola: "En tiempo de crisis se necessita decisión."
Essa mesma capacidade de realizar o que parece
impossível, essa coragem de aceitar e vencer um desafio insuperável
para muitos, Duda voltou a demonstrar, ainda, em 2001, quando topou
criar e dirigir uma certa campanha presidencial em 2002
Ano passado, Duda Mendonça consolidou o
nível do conjunto de sua obra com duas conquistas que inspiraram
a Diretoria e os Conselhos da ABP a lhe conceder, sem qualquer hesitação,
o Prêmio Comunicação de Personalidade de 2002.
Primeiro, com a gigantesca contribuição
que o seu trabalho deu à imagem da propaganda brasileira ao gerar
empatia e audiência para o fato político narrado como se
fosse uma conversa entre vizinhos.
E, segundo, não há como negar que
foi o talento e a sensibilidade publicitária de Duda Mendonça
que permitiu aproximar - sem medo - o candidato Luiz Inácio Lula
da Silva de todas as pessoas em todos os cantos do território
nacional.
Dando-lhe, por maioria até então
inimaginável de votos, a Presidência da República.
E que Lula, diga-se em nome da verdade e respeito
aos que atuam com dignidade, vem exercendo com a rara virtude da persistência,
com a simplicidade que mais o identifica com o povo, e a coragem de
fazer o que é necessário e possível, no momento
em que vive o país. Provando que a publicidade quando não
é verdadeira tem pernas curtas.
Hoje sente-se a ABP particularmente honrada em
poder homenagear o publicitário Duda Mendonça com o título
de Personalidade do Ano do Prêmio Comunicação 2002.
Afinal, é a primeira vez que um profissional de Criação
publicitária leva este título.
Caros colegas,
Sou daqueles que nunca concordou com a idéia
de que a propaganda é a alma do negócio. Sabemos que ela
é parte importante, sim, mas não a única, do mix
de instrumentos de comunicação com o consumidor.
Mas não posso deixar de lançar o
repúdio da ABP aos arautos modernosos que, passando de 8 a 80,
ou de 80 a 8, tem a petulância de considerar a propaganda algo
irrelevante no mundo de hoje.
As empresas e pessoas recém ungidas com
o Prêmio Comunicação 2002 são a prova mais
definitiva de que é impossível aprofundar a relação
de consumidores com as marcas sem a propaganda; mesmo que ela não
seja contínua ou que, vez ou outra, ocupe espaço menor
no conjunto de instrumentos a que o marketing tem acesso hoje.
Senhoras, Senhores
Esta é uma festa de alegria, de esperança,
a começar pelos critérios de escolha dos homenageados.
Uma festa que renovamos a cada ano, lembrando, como o poeta Drummond,
que "quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que
se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou
a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar
os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo
começa outra vez, com outro número e outra vontade de
acreditar, que daqui pra frente vai ser diferente."
Para acelerar a
direrença nos 12 meses que começam agora, a ABP quer dar
forma, fama e conseqüência a um fato encantador: pesquisa
da California State University recentemente publicada pela prestigiosa
revista American Scientist apontou, entre 23 grandes cidades internacionais,
o Rio de Janeiro como a cidade mais cordial do mundo.
Como o nosso desafio aos que ameaçam esta
cidade, este estado e este país com o seu desamor, é com
orgulho que anuncio a criação do Grande Prêmio da
Paz já para o próximo 28º Festival Internacional
de Publicidade do Rio de Janeiro, que a ABP promove anualmente.
Aprovado pela Pathways to Peace e a We the Peoples,
ambas organizações da ONU, e sob a orientação
da ONG brasileira Conscius, a proposta é estimular anunciantes,
agências e produtoras a criarem mais e melhores mensagens publicitárias
relacionadas ao tema Paz.
Ampliar a consciência. É assim que
a propaganda pode contribuir para a paz social.
Muito obrigado.
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